As crianças escondidas

Maça contundência
policial vontade
presteza arranha-céu
docilidade pé-de-moleque
começo criança
meio adulto
velho fim
Morte Sinistro
Benção Deus
Infinito Magia
matança
natureza
Cheiro Corno
Casca Comboio
Creme Pasta
Corte Faca
Casto Coito
Corte Cama
Colo Pente
Cova Cava\
Campo Claro
Canto Morte
Corte
Catorze por quarenta
Mata doze por semana
é um grande batalhão!
Quase fica o morro todo no chão
é muito tiro que explode
E nos corpos se colam, feito sanguessugas
E os corpos caem ou correm
Mataram a doninha do Armazém
E o Juninho que cortava os cabelos
A comunidade já não é mais a mesma
Chegaram ao Joquinha
Que calava a boca do povo
com seu sambacolejo de bêbado
Quase levaram-lhe a filha, pobre coitado
Mataram a tropa de cães vadios
As crianças já não podem sair
Engoli todo este tempo
toda esta droga
E toda a casa foi invadida
Antes só a minha
Mas as dos vizinhos, notei
são invadidas com mais delicadeza
Mas, como eu
os vizinhos escondem as crianças.
Há uma praia
uma praça
um canto de jardim
aberto ao campo
lugares agradáveis
vigiados policiados observados
sôfregos guardas
assassinos disfarçados de civis
só esperam a hora exata de agir
Voltar à ativa
da cadeira elétrica
A vida que é essa
asca vida
… Voltar à
Ativa!

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