AH AH AH OU CRÔNICAS DE UM FINO JANTAR – DA SÉRIE “POEMAS IMPUBLICÁVEIS”, PUBLICADO EM 2011, NAS EDIÇÕES LIVRES, POR ÁLVARO ROMÃO

Ah> Ah> Ah>  Que sorriso mais morte>  vendem-se os artistas>  Ah que dor mais forte>  um prato>  uma sacada>  uma pizza>  seus restos no prato> restaurante fino>  prato salgado>  seus vermes no prato>  e um que de ser chique e viver para tal> e ser chique em vida>  e só parecer>  meus pares se vão>  como ímpares> e eu os olho>  e> pasmo me encaro>  um olhar e me calo só calo> e entalo o copo seco de vinho>  no peito sem vão> então>  é noite cavada no ser> é açoite é corte>  é porto que vem e quem vai é parto>  só falo>  não faço> me traio>  no porto é noite> no pão de hoje>  no vão a morte> é>  o homem morre>  na minha frente quieto eu paro>  eu calo> o homem morre>  o homem dorme em seu próprio sertumba> em seu ócio sertumba>  em seu ser> em sertumba cálida vida>  em ser calamala vivida>  em viagem de trem>  em mente sem dente mastiga e viva> vivia vóvó>  vivia vovô> viviam meus pais>  sem pão> sem tão>  sem dor> vivia na trilha de uma viagem>  que dava vontade de viver a vida>  e só>  de viver tanto a vida>  tua e minha>  tão e tanto> não é tanto>  a pizza>  o prato>  a bebida> > fino restaurante>  salgado prato>  de pizza> >  doce marmita> pães sem pais>  de passe Passagem> > doce> doceira>  senhora> carteiro>  cartinha> selinho>  pudor de menina> senhor de calcinha> choca a própria ova> desova a polícia outono>  inverno na moda> da boca>  da torta> da rica senhora de branco>  toda engomada> tal descarnada>  que hoje daqui eu vi> seu sorriso é tal falso>  qual canto de jabuti> y é triste o sorriso>  é falso pois mente> somente pra ti que se importa> e tão pouco> que come que já não ri>  e engoma a roupinha> é chique a sainha>  a calça tadinha> tarada> mal cabe > mal mole> vive > não chora> o estudo> —————–>a bitola>>>>  o encarar>  o servir> como quem é servido>  sentir e servir a quem vem> com pão de idéias>  com mão de martelo> e foice de prata armada pra nada>  assusta mas não mata>  e só de assustar já basta tanta água molhada>  tanta gente pasmada> toda chincaceiada>  de um dia num álbum de fotos se abrir> sem coração>  somente teso partir> e não voltar sem sorrir>  que a vida é uma grande mentira> que eu finjo> que eu conto pra ti.

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