Archive for the Fora de Conjunto Category

O suspiro na espera

Posted in Fora de Conjunto on março 21, 2012 by alvaroromao

Uma só passagem de tempo

tem duas diferentes contagens

de um lado, a constância de viver,

de outro, o esperar.

 

Um milhão de horas, passo sofrendo a esperar.

Dois segundos duram a constância da vida,

é o tempo de um longo suspiro.

O suspiro na espera custa meses a passar.

 

Pequeno

Posted in Fora de Conjunto on março 21, 2012 by alvaroromao

É inevitável, que se tanto se fez

que se tanto se deu

Ó, Senhor, o coitado

 

Você mesmo

você que, de tão tolo, se percebe

como se um Deus fosse.

 

É inevitável que sofras,

e que lamentes a morte

daqueles que são

os seus pobres amigos

 

Que a vida se faça,

matando as verminoses alegrias.

 

Que a vida se faça do jeito dela,

A obrigar você, tão potente e generoso

a abandonar suas esperanças.

 

Ilusões, as esperanças

comem as folhas do futuro,

presenteando-as.

 

É inevitável a morte

que evita a vida,

mas dela se faz.

 

Ponte, amor ao fim

Poste, enfim lumiar

Porto, você chegar.

Outono doce dos meus olhos

Posted in Fora de Conjunto on março 21, 2012 by alvaroromao

As cores do Horizonte são únicas,
Terras do céu cercadas por olhos doces.
Rosas, azúis, fractais da imensidão
Parte luminosa, a percepção.

A praça das Igrejas

Posted in Fora de Conjunto on março 21, 2012 by alvaroromao

A Igreja lotada
uma, duas, três,
várias formas de chegar a deus
Dentro do templo
as pessoas ajoelhadas
pensam em Jesus,
com a salvação preocupadas.
Jesus Menino
Jesus Milagre
A cruz de Jesus.
Sem a graça de Deus,
mendigos
doentes mentais,
menores abandonados
carregam solenes
cada um a sua cruz:
Passam fome
não têm nome
e apanham da polícia.
O sino repica, indica
que a missa começada aguarda.
O atrasado crente apressado
quase pisa naquele lixo deitado.
Nem viu, era um ser humano inchado